Uma nova era de transparência: Cinco práticas recomendadas para dados abertos governamentais


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Com o aumento dos déficits orçamentários e das demissões de proporções históricas, as agências governamentais de todas as esferas estão trabalhando para reinventar e reformar práticas tradicionais de negócios, considerando o que possivelmente é o fator mais influente do momento: os dados abertos.

Com grandes volumes de dados inexplorados nos bancos de dados do setor público e com a recente promulgação da lei de Transparência e Responsabilidade Digital, a porta está aberta para uma nova era de inovação orientada por dados. Os conhecimentos, os conteúdos e as informações obtidas com os dados governamentais estão bem no centro de uma das conversas mais relevantes sobre política, sociedade e economia deste século.

Enquanto as agências federais, estaduais e locais lutam em favor da visibilidade com as novas políticas de divulgação de dados governamentais que surgem todos os dias, os cidadãos aguardam ansiosamente por melhorias críticas na eficiência e na transparência das esferas do governo. Sem mencionar a enorme quantidade de dados governamentais não processados, uma pressão significativa por uma participação cada vez maior dos cidadãos continua a alimentar o desejo por informações úteis e rápidas. As pessoas não querem apenas saber e influenciar onde o dinheiro dos impostos será investido, querem ver e medir os resultados do desempenho real e, de preferência, em tempo real.

Embora a promessa dos dados abertos seja financeiramente valiosa, ter um governo cada vez mais transparente não é mais uma expectativa, mas uma exigência. Quais perguntas essenciais sua organização governamental está respondendo com os dados abertos para cidadãos, representantes e organizações de vigilância?

Como a exigência para que os governos federal, estadual e local sejam orientados por dados continua se intensificando, a maioria continua lutando com as práticas recomendadas para usar, entender e compartilhar informações de dados abertos com o público. Mudanças nas leis e políticas são essenciais para viabilizar esse processo, mas o compromisso real com os dados abertos vem com a criação de portais de dados funcionais na Web para a publicação de informações não processadas e análises de dados abrangentes, que qualquer pessoa é capaz de entender.

Como a maioria das organizações, as agências governamentais têm acesso aos dados por meio de relatórios estáticos gerados por aplicativos corporativos e plataformas de business intelligence, que geralmente são pesados, complexos, rígidos e precisam ser gerenciados por departamentos de TI. Por isso, muitos dos profissionais da área de conhecimento usam as planilhas como suas principais ferramentas de análise, e os dados abertos disponibilizados nesse formato nem sempre ficam claros para o público em geral, impedindo que eleitores e representantes tenham acesso a informações significativas ou úteis.

Para que as agências governamentais efetivamente publiquem dados abertos do governo e aumentem os níveis de transparência e prestação de contas, é necessário mudar, e o desafio é uma nova tecnologia. Existem produtos novos que além de serem fáceis de usar, rápidos, eficientes e visuais também permitem interatividade com dados de formas inovadoras.

As agências governamentais devem seguir essas cinco práticas recomendadas para transformar dados abertos não processados em informações públicas úteis.

1. Capacitar seus funcionários

Sim, com novas tecnologias, qualquer pessoa pode ver e entender os dados. Criados para complementar e aproveitar as fontes de dados existentes, esses novos produtos são completamente autônomos, ou seja: um Diretor de Sustentabilidade não precisa da ajuda de um gerente de TI para interagir com os dados e responder a perguntas com as informações das centrais de reciclagem da cidade. Por que não colocar as informações em tempo real diretamente nas mãos dos profissionais que sabem exatamente quais perguntas fazer, como interpretar os resultados e até mesmo quais perguntas de acompanhamento devem explorar?

Como o país está se recuperando de uma séria crise econômica, os recursos internos (funcionários e suas horas de trabalho) são mais valiosos do que nunca, especialmente no setor público. Liberar a equipe de um sistema de análise antigo melhora imediatamente a eficiência da agência e permite que diferentes departamentos tenham total autonomia para aprender com os dados e criar visualizações de dados significativas e compartilháveis.

A Agência de Controle de Poluição de Minnesota (MPCA), uma instituição estadual, protege o meio ambiente por meio de monitoramento, limpeza, aplicação de regulamentos, desenvolvimento de políticas e educação. A supervisora de análise de dados da MPCA, Leslie Goldsmith, via um enorme desperdício de tempo e dinheiro com o enorme esforço que seus funcionários faziam para entender os dados.

“Muitas pessoas não gostam de planilhas, elas se perdem naquele amontoado de números. Queríamos usar todos esses tipos de dados e criar alguns gráficos com eles. E fazer isso no Excel era extremamente trabalhoso, sem contar os problemas de formatação e as sete pessoas que queriam que essa análise fosse feita de 18 formas diferentes!”, ela ri. “É muito difícil ser produtivo dessa forma.”

Para atingir os mais altos níveis de transparência e prestação de contas, a agência implementou novas tecnologias de dados e permitiu que todos os seus 900 funcionários tivessem acesso direto a elas.

Tempo realmente é dinheiro. Os dados abertos podem ser uma ferramenta muito útil para mudanças viáveis, mas eles também servem como uma verificação financeira rápida para a agência. Os funcionários públicos podem correlacionar facilmente os orçamentos com programas e resultados, e o que levava semanas ou até meses agora fica disponível imediatamente e pode ser compartilhado em minutos e segundos com apenas alguns cliques.

2. Demonstrar métricas úteis e significativas

As agências governamentais colocam todas as vantagens em risco se os recursos dos dados abertos publicados forem muitos ou se estiverem desorganizados, afetando significativamente o propósito dos dados governamentais abertos e, consequentemente, a opinião pública.

A MPCA também enfrentou esse problema. “Em geral, quando um cidadão faz uma pergunta, ele quer apenas uma resposta. Mas os responsáveis pela criação de nossas políticas querem, além de respostas, ver os dados, para que suas equipes possam verificá-los”, explica Leslie. “Se você não der uma resposta, as pessoas podem desconfiar que você está escondendo alguma coisa ou podem achar que sua agência não é competente. Isso cria muitos ruídos desnecessários na discussão.”

Selecionar e destacar conjuntos de dados e métricas relevantes para compartilhá-los com o público é essencial. Quando você divulgar informações dos dados ao público, use um formato com a ênfase nas métricas mais significativas para os problemas atuais e os projetos mais relevantes. Os dados devem representar os resultados (bons, ruins e péssimos) que são importantes para todos os envolvidos: cidadãos, líderes, jornalistas, representantes e consumidores.

Uma forma de descobrir e demonstrar informações muito relevantes é reunir conjuntos de dados de várias fontes de dados, também conhecidos como mashups de dados. Isso é muito fácil, basta usar ferramentas com o recurso "arrastar e soltar", que não exigem codificação e oferecem análises visuais significativas. Por exemplo, reunir relatórios de dados separados sobre pobreza e transportes para responder a perguntas de forma mais detalhada ou encontrar uma informação totalmente nova sobre os problemas atuais.

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