Observação: o texto a seguir é um post de autor convidado, escrito por Bridget Winds Cogley, embaixadora social do Tableau.

Você já deve ter lido um daqueles posts do tipo “coisas que eu diria ao meu jovem eu”. Mas, mesmo que isso fosse possível, eu não ouviria. E nem os autores desses posts. No fundo, todos sabemos disso. Por quê? Porque outras pessoas disseram essas mesmas coisas para nós. E nós não ouvimos. Pode ter sido sua avó, sua mãe ou outra pessoa qualquer, como seu antigo chefe, etc. Alguém já disse tudo isso antes, pode acreditar.

Mas vamos ao que interessa. Comecei a usar o Tableau antes que minha área tivesse um grupo de usuários. Mesmo assim, nós estávamos muito atrasados. Sério. Como em nosso aeroporto, nada de empolgante acontece em Columbus, ou C-bus, para usar o apelido da nossa cidade. Mas C-bus também tem seus encantos: temos castanheiros, o Cowtown Pizza, esculturas de milho em concreto e, agora, o Aeroporto John Glenn.


Vamos passear pelos milharais (de concreto)…

Então, se eu estivesse começando a usar o Tableau agora, o que eu gostaria que me dissessem (de novo)?

O Tableau foi criado de uma forma diferente

Mais de 13 anos atrás, Chris Stolte transformou sua tese de pós-doutorado, uma pequena iniciativa chamada Polaris formalism (Formalismo do Polaris), em um negócio, juntando-se ao seu orientador, Pat Haranhan, e a Christian Chabot, um amigo que dirigia um Geo Prizm (o que é super 2003), para vendê-lo.

Chris Stolte queria que o processo de entendimento dos dados fosse natural, ou seja, da mesma maneira que o nosso cérebro lida com as coisas. Ele aproveitou ideias do PowerPivot e criou algo que trabalhava bem com dados relacionais, não apenas com cubos, tendo os gráficos como foco.

Vamos voltar um pouco no tempo. Há 13 anos, os cubos eram a sensação do momento, como os celulares da Nokia. Aqueles com botões na frente e telas menores do que a sua foto do LinkedIn. Então, alguém olhou para o cubo de Rubik e quis saber como ele era por dentro. Foi isso o que aconteceu com o Tableau e a análise de dados.

Em vez de escrever longos scripts de consulta ou travar uma batalha para tornar as informações visuais, Chris resolveu democratizar a análise de dados. Veja abaixo como a mágica acontece.

O Tableau funciona com o VizQL, uma linguagem que, assim como o SQL, segue uma sintaxe visual. Essa tecnologia usa o recurso arrastar e soltar, mas não se limita a ele. Pelo contrário: cada elemento, como o cartão Marcas, a divisória Linhas, a divisória Colunas, etc. possui uma gramática própria, e essa gramática interpreta e traduz a fonte de dados. Isso é incrível para uma nerd da linguística como eu.

O Tableau evoluiu de uma forma diferente

Assim como outras linguagens, o Tableau também evoluiu. Isso é chamado de processo diacrônico. Há quem diga que é apenas um amadurecimento natural, algo que acontece com qualquer software. Mas observe como as visualizações mudaram. E veja como essa mudança evoluiu com o passar do tempo.

Um dos vencedores da competição de visualizações Iron Viz, Ryan Sleeper, permitiu que eu usasse suas análises como exemplo. Obrigado pela coragem, Ryan (e também pelas visualizações incríveis que você criou)!

Dá pra ver o quanto o estilo dele foi evoluindo (confira as visualizações que ele criou para ter uma ideia). Sem falar que ele usa uma das minhas cores favoritas! Como não amar?

Ora, isso não aconteceu só porque novos recursos foram adicionados. Boa parte tem mais a ver com opções de personalização do que com os recursos em si. Estou falando das cores, do posicionamento dos elementos, do design das fontes, das formas e assim por diante.

Então, se essa evolução não está relacionada apenas ao produto, o que está por trás dela? É a forma de nos comunicarmos que mudou. E não é só por modismos de design, e sim porque a linguagem amadureceu e está sendo mais usada. A nossa própria maneira de contar histórias mudou.

O Tableau é drasticamente diferente

Como já falamos, o Tableau é uma ferramenta visual. À medida que nos afastamos das ideias de tabelas e estruturas rígidas do Excel, SQL ou de assistentes, começamos a entender o mundo sob uma perspectiva diferente. Quem é bilíngue já sabe disso: às vezes, a palavra que melhor descreve um conceito está em outro idioma.

Se você lê idiomas cuja escrita é baseada em símbolos (formalmente chamados de sistemas logográficos pelos especialistas), tem uma boa noção da diferença que isso faz. Já os que falam a língua de sinais sabem disso como ninguém.

Agora, vamos mudar um pouco de assunto. Parágrafo por parágrafo, ou conceito por conceito, a maioria dos idiomas transmite informações com mais ou menos o mesmo número de palavras. Os falantes de espanhol, por exemplo, podem usar mais palavras (culpa dos artigos, na minha opinião), mas a velocidade de discurso deles geralmente é mais rápida do que a dos falantes de inglês. Por conta disso, a velocidade de transmissão do conceito nas duas línguas acaba quase se igualando.

E mais, a linguagem de sinais e os idiomas falados também têm a mesma velocidade, exceto em um aspecto: na descrição de espaços e lugares. Harlan Lane testou isso, e muitos falantes da linguagem de sinais podem confirmar essa hipótese: as descrições espaciais na língua de sinais são mais detalhadas e mais rápidas.

O Tableau é como a língua de sinais americana, só que para análises e visualização. Ele foi desenvolvido para humanos que precisavam entender as informações contidas nos dados. Ele transforma suas consultas (que inveja dos sortudos que participaram do evento #data16 em Londres) em representações visuais, que, por sua vez, são traduzidas de volta para o armazenamento interno do Tableau ou para a fonte de dados original. Isso é maravilhoso para pessoas como nós, que passamos anos dizendo: “Se ao menos eu pudesse…” Agora você pode.

Você leu este artigo. Já disseram isso para você. Mas, daqui a dois ou cinco anos, você provavelmente vai escrever algo semelhante. Porque Michael Cristiani sabe que eu fiz isso, e foi ele quem tentou me dizer isso antes.

Para obter mais dicas, truques e visualizações de Bridget, acesse a página dela no Tableau Public e seu blog, o TableauFit. Você também pode falar com ela no Twitter em @windscogley.

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